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Massagem do bebé

Quando pensamos e desejamos ter um filho, em regra, planeamos dar-lhe o melhor que podemos e conhecemos. Foi, de facto, partindo desta vontade inicial que pensei vir a frequentar um curso de massagem infantil assim que o meu filhote o permitisse.
Para lá desta ideia prevalecente, os receios iniciais eram alguns, nomeadamente a reacção do Afonso, por se tratar de um criança que choro fácil e frequente. Todavia, e felizmente, estes receios foram-se dissipando no primeiro dia do curso, em que o meu bebé me presenteou com frequentes sorrisos e um permanente contacto visual, interpretado como uma manifestação de contentamento. Ainda no mesmo dia, outra das surpresas passou pelo primeiro banho na banheira shantala em que pude deliciar-me com o relaxamento e satisfação do meu filho, nem sempre constate na banheira tradicional.
Finda a primeira sessão do curso, prevaleciam as certezas de querer continuar a proporcionar estes pequenos prazeres ao meu bebé e a mim própria, de modo que a massagem passou a ser um objectivo diário. Afinal trata-se, do meu ponto de vista, de uma forma privilegiada mimar o nosso bebé e, por acréscimo, sermos mimadas com sorrisos e risadas que transparecem bem-estar.
Numa época em que tanto se fala na qualidade do tempo que dedicamos aos nossos filhos, esta é, para mim, uma excepcional forma de incremento dos laços de afecto entre ambos, baseada no contacto visual, toque e comunicação verbal, para lá de todos os benefícios a médio e longo prazo, verificados pela investigação até então realizada.   
A continuidade da massagem e as demais sessões do curso permitiram-se assistir a um bebé mais relaxado e, quero crer, mais feliz ao ponto de numa das noites subsequentes, depois de uma massagem e de um banho, ter dormido cerca de nove horas consecutivas.
Aliado a tudo isto, eu e o Afonso pudemos contar com a experiência, segurança, confiança e carinho da Enfermeira Ana Violante na transmissão da técnica e dos aspectos-chave de todo o procedimento e que fizeram e farão a diferença, uma vez que considero irrealista pensar que se poderá massajar adequadamente um bebé partindo do senso comum.
Por fim, penso poder referir que a massagem do bebé adquiriu mais dois fãs…

Maria João                                

Mãe do Afonso



Publicado em: 2012-04-23 23:48:40

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